O DONO DA BOLA

Todos nós passamos por dores e traumas durante a vida, muitos deles (e talvez os mais significativos) durante a infância e a adolescência. Ocorre que, na maioria das vezes, não temos consciência disso e deixamos esses conflitos “adormecidos” no passado, em nosso subconsciente. Porém, não é porque não temos consciência de nossos traumas que eles não nos afetam. Pelo contrário: muitos dos nossos comportamentos, crenças e resultados se devem justamente ao fato de não lidarmos com eles adequadamente.


Lembra daquele menino, dono da bola que, quando contrariado, pegava a bola e saia emburrado com os amigos? Ficava dias de cara feia para os outros, simplesmente porque as coisas não saíram com ele queria?
Muitas pessoas agem assim mesmo depois de adultas. Se são contrariadas no trabalho, ficam bravas com os outros, talvez até sabotam colegas e tornam o ambiente de trabalho um caos… se seu cônjuge faz algo que a chateia, fica de cara feia e sem conversar por horas, talvez dias… se não consegue alcançar um objetivo, fica resmungando e reclamando, ao invés de fazer algo para mudar sua realidade…


Nem sempre as coisas acontecem como desejamos… precisamos, porém, ter maturidade suficiente para enfrentar e resolver os problemas como adultos. Às vezes, no entanto, isso exigirá que tomemos consciência dos nossos traumas, da nossa criança ferida, daquele menino dono da bola que existe em nós e que, ainda emburrado e contrariado, clama por atenção como em um grito desesperado por socorro…

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